terça-feira, 14 de abril de 2009

Os Andes e o Deus Montanha

De São Paulo para Santiago do Chile são 3 horas e 30 minutos de vôo, sendo um total de 2700 km a serem voados. Poucos minutos após atingir o nível de cruzeiro já estamos na lateral de Curitiba, que com mais um dia de tempo bom em toda a região, fica fácil ver a cidade. Voamos sobre o Paraná, e lá na frente passamos na lateral de Foz do Iguaçu, que fica à direita, mas mal avistamos, pois estamos 130 Km de distância da cidade. Passamos a sobrevoar a Argentina, na divisa com o Paraguai. Como o Paraguai é pequeno, logo fica para trás. O norte da Argentina é grande. Grande, árido e desabitado, com vastas áreas onde quase não se avista cidades, somente pequenos povoados. Sobrevoamos o Rio Paraná sobre a cidade de Posadas. Mais adiante novamente o Rio Paraná, desta vez junto à cidade de Reconquista. Córdoba é a próxima cidade a ser sobrevoada, é uma das mais importantes da Argentina, pois possui um bom parque industrial. Chegando perto de Medoza, região das melhores vinícolas Argentinas, já avistamos adiante a Cordilheira dos Andes. Por precaução, mesmo com tempo bom, ligamos o luminoso de apertar os cintos. Não é o caso hoje, mas há dias que mesmo com céu claro há turbulência na travessia da cordilheira. Pode ser a turbulência orográfica, que é causada pelas correntes ascendentes de ar que sobem as montanhas. Se uma corrente de ar sobe, vai fazer com que outra “coluna” de ar desça, então surge a turbulência. Também pode ser causada pelas correntes de ar que vem do Pacífico, que ao encontrarem as cordilheiras como obstáculo, formam as correntes ascendentes que se propagam como ondas. Mas nada disso ocorre hoje, então estamos livres para apreciar a paisagem. Nesta época há pouca neve, somente nos picos mais elevados pode-se avistá-la. Montanhas áridas e imponentes. Devem exercer muita influência na vida dos habitantes da região, e por isso serem tratadas e cultuadas como uma espécie de Deus. O Deus Montanha! O Aconcágua, com 6.962 metros de altitude (22.841 pés)m, é o ponto culminante das Américas, e o ponto mais alto fora da Ásia. Passa a nossa direita, e mesmo com todas as margens de segurança (o nível mínimo de vôo para o sobrevôo da região é de 26.000 pés), parece que fica bem pertinho. A montanha fica na divisa de Argentina e Chile, mas o cume propriamente dito está na Argentina. Quanto tempo mais para não se avistar neve nenhuma nesta época do ano? Talvez em 50 anos ou menos, somente no inverno é que vamos ver neve, talvez nem isso. Linda a região. Já na descida, precisamos nos concentrar no vôo, pois sendo uma região montanhosa, há diversas restrições de altitudes a serem respeitadas. O aeroporto se Santiago do Chile possui 2 pistas paralelas, onde de um lado fica a cordilheira, e do outro mais umas montanhas, que embora não tão altas e extensas, é um obstáculo considerável. Além destas montanhas, está a cidade de Viña del Mar, no Pacífico. Um pouso tranqüilo e a recepção calorosa do povo chileno.

4 comentários:

  1. Viajei com você.....

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  2. Querido amigo,

    que os pássaros de todas as praças sempre gorjeiem Like a rolling stone e possam ser ouvidos através da janela aberta!

    Abraço para toda a família com o carinho e a admiração de sempre,

    Assis.

    http://video.google.com/videosearch?hl=pt-BR&rlz=1W1GGLJ_pt-BR&q=like+a+rolling+stones&um=1&ie=UTF-8&ei=kBHlSZjaB9ilmQeghdCDDA&sa=X&oi=video_result_group&resnum=4&ct=title#

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  3. Estou gostando muito do jeito q escreve.
    tks! bjs,
    MEster

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